Sabe aqueles clichês de Dia dos Namorados tipo “toda vez que te olho é como se fosse a primeira vez”? Pois bem, o exemplo é ridículo, mas é o que veio na cabeça agora pra demonstrar o que eu sinto toda vez que tem um novo leitor ninja aqui no blog. 5 anos depois e eu ainda fico extremamente feliz em ver o que vocês são capaz de produzir. Hoje a gente vai conhecer a casa da Lara, que é seguidora já faz tempo e trouxe uma das reformas mais incríveis que eu já vi por aqui.

A casa em reforma é uma jovem senhora de mais de 60 anos, ela foi construída em 1955. É uma casinha geminada, com mais três irmãs iguais, bem típica da época aqui em São Paulo. Lembra muito casinha de vó. A minha mesmo morava em uma beeeem parecida com a nossa. Muitas pessoas no meu lugar teriam simplesmente colocado abaixo. A gente não. Decidi que manteríamos as principais características dela.

Tivemos um trabalhão pra restaurar a fachada (que ainda não está pronta 100%) e alguns detalhes maravilhosos como a escada e o trabalho de gesso do teto, com rosetas originais… Foi por isso que criamos o instagram, queríamos mostrar para as pessoas que com carinho, novo e antigo podem viver em total harmonia. Que não é necessário descer a marreta. rs. Mostrar que o antigo é lindo. Que temos que ter amor e respeito pela nossa história.

Nós vamos para a Europa e admiramos os prédios antigos, voltamos dizendo que aquilo que é país de primeiro mundo, que sabe preservar seu patrimônio. Mas aí chegamos aqui e destruímos tudo o que temos. Sinto que restaurando a fachada da minha casa estou preservando a história do meu bairro. Incentivando meus vizinhos a manter as fachadas de nossas quatro casas geminadas iguaizinhas estamos preservando a história da cidade. Compartilhando isso pelas redes sociais, ainda que nós contaminemos e incentivemos UMA pessoa lá do outro lado do país a fazer o mesmo, sentimos que estamos fazendo nossa parte.

 

Fizemos toda a reforma sozinhos, sem ajuda de arquiteto. Meus pais já reformaram três casas e construíram uma do zero. Então nos ajudaram bastante. Reformar uma casa antiga requer mto amor e paciência. Além de ter que refazer itens de primeira necessidade como elétrica, hidráulica e esgoto, também tivemos que trocar praticamente tudo. Pra não pagar preços exorbitantes colocamos muito a mão na massa pra fazer coisas como restaurar a escada de madeira linda e tirar as 50 mil camadas de tinta de todas as portas para deixá-las na madeira original. Foram muitas noites a dentro e finais de semana sem fim, mas valeu super a pena.

Amamos o estilo de decoração industrial e ele foi o start pra muita coisa. Quando percebemos que a casa tinha tijolões antigos e maravilhosos, uma das primeiras providências foi raspar as paredes das salas. Queríamos um efeito bem rústico, como os lofts de NY e acho que conseguimos. Ainda indo nesse estilo fizemos a iluminação por conduítes aparentes no quarto de casal e no lavabo.

Nosso cômodo preferido da casa é a cozinha preta, com o balcão de cobogós e o carrinho ilha, que meu pai fez com um serralheiro depois que eu peguei uma inspiração no Pinterest.

Também amamos as peças que garimpamos por aí, como o quadro do Rocky original que estava na serralheria da empresa do meu pai, junto com as letras R e L que estão no chão da sala de tv. De lá também veio o tonel, que estava sendo usado como lata de lixo, e depois de uma camada de spray virou nossa mesa de canto, embaixo dos lustres que trouxemos do Marrocos na lua de mel e estavam empacotados há mais de três anos esperando seu momento de brilhar.

O namoro do momento é o jardim, que a gente montou sozinhozinhozinho! rs. Estudamos bastante pela internet que plantas ficariam bem ali no quintal porque no verão bate muito sol. Compramos as plantas no Ceagesp. Carregamos os 30 sacos de terra (tadinho do Rico). E plantamos tudo. Queríamos um clima bem tropical e acho que conseguimos. Escolhemos uma palmeira Phoenix, bromélias, aupíneas e orquídeas bambu.

A composição de quadros da sala também foi uma das últimas coisas a ficar pronta. Imprimi imagens freebie que encontrei no Pinterest, comprei as molduras, juntei com peças que já tínhamos em casa que vínhamos comprando em viagens e depois de apanhar um pouquinho no layout, elas formaram a nossa gallery wall.

Outro achado é o rack da sala. A chefe da minha irmã estava vendendo móveis pois ia se mudar para um imóvel menor. Pagamos R$ 300 nessa peça que é de ferro e super industrial, do jeitinho que a gente queria. Melhor impossível.

Na lista de “próximas artes” estão o restauro da mesinha da sala de estar, que foi herança de família, mas está com a madeira desgastada e deve ganhar uma pintura, o espelho da penteadeira, que era da minha vó e um armário para o escritório, que queremos fazer com aqueles roupeiros de ferro de academia. Enfim, essa história de reforma e decoração não acaba nunca. Mas, cá entre nós, espero que não acabe mesmo! rs

Se você quer acompanhar as aventuras da Lara e do Rico, cola no perfil deles no instagram, o @reformaemcasa