Todo mundo merece uma segunda chance né? Com a minha cômoda não seria diferente. Não nego que cheguei a pensar num divórcio, mas ela tava lá toda caída graças à uma atitude minha. Me senti na obrigação de resgatá-la das profundezas do serviço mal acabado e trazê-la de volta pra luz. Hahaha. E antes que o SBT me contrate pra escrever a próxima novela, vamo ao que interessa né?
Pra quem não conhece a minha relação com essa cômoda, clique AQUI  primeiro pra ficar por dentro (é pra clicar e ler mesmo!!!). E pra você, leitor(a) das antigas, saca só o retorno da não mais (in)cômoda:

A primeira coisa pra se fazer na hora de reformar um móvel é identificar os defeitos. Pra quem não se lembra, o problema todo da cômoda estava na minha pressa em terminar e no descuido em alguns detalhes que nunca devem passar batido:

O primeiro passo então foi desfazer todo o serviço porco que eu tinha feito. Então comecei lixando toda a cômoda até tirar a toda a tinta. Use uma lixa mais grossa, se tiver uma lixadeira, facilita demais também. Ok, eu sei que lixar é um serviço chato pra caralho, mas se não o fizer, o resultado vai ser esse aí de cima. Aí nem adianta né? Que pôr a mão na massa, que faça o trem direito.

Caso você decida reformar um móvel em casa, essa é a base de tudo: tire qualquer resto de tinta ou verniz que existir até chegar na madeira. A superfície ficará mais porosa e aceitará melhor a cobertura, evitando que descasque depois.
Depois de lixar tudo, é hora de acertar os defeitos com massa pra madeira. No caso dessa cômoda, que foi muito barata, já era de se esperar que o acabamento não seria uma brastemp. 
O jeito foi mandar massa na coitada pra deixá-la bem lisinha. Você pode aplicar massa com uma espatúla ou até com uma faca. O importante é não fazer uma camada muito grossa. Assim que secar, lixe (de novo) pra tirar as imperfeições.
Com os buracos, ranhuras e tudo mais corrigidos, agora é hora de dar a primeira mão de tinta. Calma que ainda não é a vermelha. Pra tinta ter um resultado de cor bem fiel, é necessário que, primeiramente, você dê uma mão de tinta base. É uma tinta quase branca que serve como uma espécie de primmer, selando a peça e dando uma boa base para você trabalhar.
Espere a base secar e lixe novamente com um lixa fina, só pra garantir uma melhor aderência. Passe um pano pra retira o excesso de pó. Agora sim, seu móvel tá pronto pra ganhar a primeira demão de tinta.

Para pintar, use um rolinho próprio pra madeira. Que fazer menos bagunça? Forre sua bandeja com papel alumínio. Depois que usar é só jogar fora (sim, eu também não sei como não pensei nisso antes). Bom, quanto mais demãos de tinta, melhor será o acabamento, lembrando sempre de passar uma lixa fina entre as demãos e obedecer o tempo entre elas ok? Juro que não falo mais de lixa até o fim do post ok?

Agora que a parte da pintura acabou, vamos partir pras gavetas. Eu cobri todas usando tecido colorblock (o mesmo que usei nas cadeiras, lembra?). Só que desta vez não usei cola e sim, um grampeador de tapeceiro. Mas que diabos é isso? 
Explico. É tipo uma minancora, serve pra tudo. Rs. É um grampeador usado pra estofados e que te permite prender qualquer tipo de tecido ou material mais resistente na madeira. Vale muito a pena ter um em casa. Eu paguei 44 verdinhas nesse, mas existem alguns importados no mercado que custam menos de 20 conto.

Pra usar, é muito fácil, recorte o tecido em tiras de forma que sobre uns 5 centímetros pra cada lado da gaveta. Depois alinhe o tecido e vá prendendo essa sobra na parte de dentro da gaveta. É importante manter o grampeador bem reto pro grampo fixar bem, mas caso algum cisme de não entrar direito, ponha ele no seu devido lugar usando um martelo. Para os cantos, dobre o tecido  (que nem a gente faz quando vai embalar um presente) e grampeie.

Agora é só pegar suas gavetas estilosas e colocar na cômoda! 😉
Dá muito trabalho? Dá. Mas a lição que fica disso tudo é:

Não tenha pressa na hora de fazer seus projetos. Siga o passo a passo ou passe raiva lá na frente tendo que refazer tudo!
 

 

>> Você também pode usar tinner pra remover a tinta antiga. Basta passar sobre a superfície; esperar agir e tirar. A tinta derrete e você consegue remover com mais facilidade;
>> A tinta usada para pintar foi esmalte brilho à base de água;
>> A caixa de grampos custa 6 reais
>> Por mais que te dê vontade, nunca grampeie nem atire grampos em nada vivo;
>> O tecido custa 26,00 o metro e você encontra em lojas de tecidos para estofados;

Uffa, que post gigante, credo! Mas espero que tenha gostado. E lembre-se sempre, foque na diversão que tudo  fica mais fácil de fazer. Cobre-se menos, você não é profissional, mas não esqueça que nem a Eliana faz mais projeto com acabamento de trabalhinho escolar.

Dúvida, já sabe né?
Abraço! 😉